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Neste último domingo, o Fantástico mostrou uma história que ajuda a entender como a Genética Médica está abrindo novos caminhos para o tratamento de algumas doenças.

A terapia gênica para perda auditiva associada ao gene OTOF é um desses avanços. A Otarmeni foi aprovada pela FDA, nos Estados Unidos, em abril de 2026, para uma forma específica de deficiência auditiva de origem genética.

No último domingo, o Fantástico mostrou a história de um menino que recebeu uma terapia gênica para tratar uma forma de surdez. Mas existe um detalhe importante: essa terapia não é indicada para todos os tipos de surdez. Entender o que acontece nos genes ajuda a compreender por que ela pode funcionar em alguns casos.

Mas como essa terapia funciona? Por que ela pode ajudar algumas pessoas e não é indicada para todos os tipos de surdez? O Dr. Salmo Raskin (CRM-PR 11162 | RQE 5333/5334), médico geneticista e diretor científico da SBGM, explica esse avanço e o papel da alteração genética envolvida. ??

Quando um gene não funciona, a transmissão do som pode ser prejudicada.

Mas como a terapia gênica pode ajudar? A proposta é restaurar a função que está faltando. A Otarmeni leva uma cópia funcional do gene OTOF às células do ouvido interno, permitindo que voltem a produzir a otoferlina e favorecendo a transmissão dos sinais sonoros.

É um avanço importante. Mas não é uma solução para todos os tipos de surdez. A indicação depende do diagnóstico genético e de critérios clínicos específicos. É por isso que a investigação da causa da perda auditiva importa: conhecer o mecanismo envolvido pode abrir caminhos para tratamentos mais direcionados.