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16/02/2009

Usuários do SUS agora contam com aconselhamento genético

Foi publicada no último dia 21 de janeiro, no Diário Oficial da União, a Portaria 81/09, do Ministério da Saúde, que institui oficialmente, no âmbito do SUS, a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica. Com a iniciativa, os exames e o aconselhamento genético passam a ser incluídos na rede de saúde, encerrando uma luta de quatro anos da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM).

Recursos

A partir de agora, 140 milhões de brasileiros poderão ter acesso aos procedimentos da genética médica, colaborando na prevenção de doenças. Na fase de implantação, que começa imediatamente, as prioridades do SUS serão o diagnóstico e o tratamento das anomalias congênitas, deficiência mental e erros inatos de metabolismo (falta de enzimas no organismo).

Embora o governo afirme que garantirá mais recursos para a área, na prática, segundo a SBGM, os R$ 3 milhões previstos inicialmente para a implantação da Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica estão muito aquém do necessário, mas existe a possibilidade de que esse valor seja revisto. A idéia é de que haja um centro de aconselhamento genético para cada grupo de 2 milhões de habitantes.

Dificuldades

Além da escassez de recursos, o Ministério da Saúde também deverá enfrentar a falta de médicos especializados em genética médica, que é o principal gargalo do sistema. Segundo Salmo Raskin, presidente da SBGM, o número de especialistas não chega a 200, sendo que 85% deles estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. A previsão do Ministério é de que até o final de 2009, 30% dos municípios brasileiros contem com os centros genéticos. O restante será atendido até 2011. Até lá, será preciso organizar a rede de atendimento, qualificar os profissionais de saúde que já trabalham no SUS e formar outros.

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